Janeiro/2010

 

 

 

FAQ:

Israel, o Conflito e a Paz

 

Perguntas e Respostas sobre o

Processo de Paz com os Palestinos

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


PAZ

 

·        Como a paz pode ser alcançada?

·        Quais são os cinco princípios da paz?

·        Como os palestinos responderam às ofertas de paz de Israel?

·        Como foi que a tomada de Gaza pelo Hamas afetou as chances de paz?

·        Um governo de unidade Hamas – Fatah poderia ser um parceiro para a paz?

·        Como o incitamento palestino prejudica a paz?

 

RECONHECIMENTO

 

·        Por quê Israel deve ser reconhecido como um Estado-Nação Judaico?

·        Qual é a posição de Israel em relação à criação de um Estado Palestino?

 

ECONOMIA

 

·       

 

 
O que foi feito por Israel para melhorar a economia da Cisjordânia?

 

ASSENTAMENTOS

 

·        A Cisjordânia é território ocupado ou em disputa?

·        Espera-se que Israel se retire para as fronteiras de 1967?

·        Os assentamentos israelenses constituem um obstáculo para a paz?

·        Os assentamentos violam os acordos israelense-palestinos ou as leis Internacionais?

·        A demanda palestina por um congelamento total e permanente em todas as atividades do assentamento justifica sua recusa em negociar?

 

JERUSALÉM

 

·        Qual é o status de Jerusalém?

 

REFUGIADOS

 

·        Os refugiados palestinos têm um direito de retorno justificável?

 

A SOLUÇÃO DE UM ESTADO

 

·        Será que uma solução de um estado seria um acordo justo?

 

 

 

 

 

 

 

Paz

 

 


 

 

Como a Paz pode ser alcançada?

 

O sonho de um futuro onde as crianças israelenses e árabes possam crescer livremente longe da ameaça de guerra e medo do terrorismo une todos os israelenses. Entretanto, a longa história de negociações fracassadas com os palestinos mostrou que apenas desejar a paz não é suficiente. De tempos em tempos, Israel apresenta propostas de paz de longo alcance, além de fazer grandes concessões, ceder grandes áreas de terra, retirar assentamentos e tropas, desmontar bases militares e tem tomado medidas para permitir que os palestinos estabeleçam as fundações de seu próprio governo. Em troca, Israel tem recebido uma campanha palestina de terror: atentados suicidas, lançamentos de foguetes e incitamento virulento contra israelenses e judeus, além de ter sido sujeito a uma campanha contínua na arena internacional para deslegitimar a própria existência de Israel e minar sua economia.


Israel tem sempre tido o desejo de ceder e todos os governos israelenses – incluindo o atual – tem estado preparado para fazer grandes sacrifícios em prol da paz. Entretanto, para obter a paz, é necessário haver concessões de ambos os lados. Da mesma maneira que Israel reconheceu os direitos e interesses dos palestinos, tem direitos legítimos e interesses que também precisam ser reconhecidos e endereçados. A paz somente poderá ser obtida através da construção de pontes sobre as brechas e a resolução de todas as questões a serem tratadas.

 

 
 

 




Quais são os cinco princípios da paz?

 

As fundações para uma paz duradoura podem ser encontradas no preenchimento de cinco princípios: os três primeiros se referem ao reconhecimento da legitimidade de Israel; enquanto os outros dois se referem a questões de segurança. Mesmo que estes princípios não sejam pré-condições para as conversas de paz, uma paz verdadeira e duradoura só será possível se eles forem satisfeitos.

 

Os cinco princípios são:

 

1) Do mesmo modo que pedem que Israel reconheça uma nação-estado para os palestinos, os palestinos têm de reconhecer Israel como a nação-estado do povo judeu. A recusa de reconhecer Israel como um estado judaico está no centro do conflito;

 

2) A questão dos refugiados palestinos deve ser resolvida dentro do contexto da nação-estado palestina. Enquanto os refugiados palestinos devem ser livres para estabelecer-se na terra palestina, Israel não pode se permitir ser geograficamente engolfado por um fluxo grande de refugiados, minando a identidade básica de Israel como o único estado judaico do mundo;

 

3) Qualquer Acordo de Paz deve terminar com o conflito completamente. A paz deve ser permanente, não um estágio interino o qual os palestinos poderiam usar seu estado para continuar com mais conflitos contra Israel. Nenhuma exigência adicional deve prosseguir após a assinatura do Acordo de Paz;

 

4) Considerando os ataques contra Israel após a saída da Faixa de Gaza, e sul do Líbano, é importante que um futuro Estado Palestino seja um que não ameace o Estado de Israel. Qualquer território que for liberado dentro da estrutura de um acordo, não pode ser explorado por terroristas ou pelos aliados do Irã para atacar Israel. A única maneira de se conseguir este objetivo e evitar conflitos futuros é pela efetiva desmilitarização de qualquer Estado Palestino futuro;

 

5) Qualquer Acordo de Paz deve ser garantido pela comunidade internacional – encabeçada pelos EUA – especialmente em relação à desmilitarização e questões de segurança. O apoio seria expresso por meios políticos e não militares. Tal garantia acrescentará uma camada de “deterrence” (dissuasão) contra aqueles que querem invalidar ou violar os arranjos de desmilitarização.

 

 
 




 

Como os palestinos responderam às ofertas de paz de Israel?

 

O povo de Israel sempre esteve disposto a fazer concessões momentâneas, tanto durante as negociações como unilateralmente, pelo objetivo da paz. Cada vez que a paz parecia possível, e um parceiro de negociação surgiu desejando um acordo, Israel respondeu afirmativamente, demonstrando claramente sua habilidade e aspiração para a paz.

 

A disponibilidade de Israel de alcançar um acordo com seus vizinhos é anterior à fundação do Estado. A liderança judaica do pré-Estado de Israel aceitou numerosos planos internacionais de partilha da terra – incluindo a Resolução 181 das Nações Unidas de 1947, que conclamou à partilha do território do Mandato Palestino em um Estado Judaico e um Estado Árabe. Infelizmente, este plano foi violentamente rejeitado pelo lado árabe, como também foi o Plano da Comissão Peel de 1937, e o “Papel Branco Britânico” de 1939, ambos dos quais apresentavam aos palestinos os prospectos de estabelecimento de seu próprio Estado.

 

Após o estabelecimento de Israel em 1948, os palestinos e seus patronos árabes pareciam mais interessados em destruir Israel do que em estabelecer seu próprio Estado. De 1948 a 1967 apesar da Cisjordânia e Faixa de Gaza estarem sob o controle jordaniano e egípcio respectivamente, nenhum esforço foi feito para estabelecer um Estado Palestino e os ataques contra Israel continuaram sem parar.

 

Após a vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967, a Liga Árabe, que se reuniu em Cartum, frustrou os planos de paz pós-guerra que Israel tinha quando eles declararam: “Não à paz com Israel, não ao reconhecimento de Israel e não às negociações com Israel”.

 

O primeiro Acordo de Paz de Israel com um Estado vizinho foi conseguido em negociações após a visita à Jerusalém, do Presidente egípcio Anwar Sadat, em 1977. Como parte de seu Acordo de Paz com o Egito, Israel devolveu a zona de separação da Península do Sinai, que constituía 91% de todo o território sob controle israelense como resultado da Guerra dos Seis Dias. Ao fazer isto, Israel voluntariamente abriu mão de estações eletrônicas vitais de advertência rápida, 170 instalações militares, fábricas, negócios, povoados agrícolas, e um campo petrolífero descoberto por Israel. Penosamente, Israel retirou 7.000 de seus cidadãos de suas casas no Sinai. Israel fez tudo por uma promessa de paz. O Acordo de Paz de Israel com o Egito demonstrou claramente sua prontidão em fazer um sacrifício pela paz.


Os palestinos, que poderiam ter estabelecido um controle autônomo sob os acordos de Camp David, entre Israel e o Egito, se recusaram a cooperar, perdendo mais uma vez a oportunidade de conseguir suas aspirações nacionais.

 

Após mudanças na arena internacional, os palestinos e os estados árabes vizinhos da Síria, Líbano, e Jordânia, finalmente concordaram com negociações bilaterais e multilaterais com Israel e as conversações de paz diretas foram iniciadas na Conferência de Paz de Madri, em 1991. Estas conversações levaram à assinatura do Tratado de Paz entre Israel e a Jordânia, em outubro de 1994.

 

As negociações entre os israelenses e os palestinos levaram eventualmente à Declaração de Princípios de setembro de 1993. Em troca das promessas palestinas de reconhecer Israel e renunciar à violência e ao terrorismo, Israel concordou em fazer concessões possíveis e de longo alcance, incluindo o estabelecimento da Autoridade Palestina (A.P.), na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, encabeçada por Yasser Arafat. Israel transferiu muitos poderes e responsabilidades aos palestinos em grandes áreas geográficas.

 

As negociações para um acordo final continuaram, apesar de arruinadas por ataques terroristas palestinos, como também uma campanha de incitamento contra Israel na mídia apoiada pela A.P., escolas e mesquitas. Estas conversações levaram às reuniões (Cúpulas) historicamente criticas de Camp David e Taba, em 2000, nas quais os líderes israelenses ofereceram acordos excepcionais de paz. Infelizmente Yasser Arafat escolheu rejeitar as propostas feitas sem precedentes, que teriam levado a um Estado Palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Pouco tempo depois, ele decidiu desconsiderar as negociações completamente, e lançar uma nova onda de terrorismo (a Segunda Intifada) que levou à morte milhares de israelenses e palestinos.

 

Na ausência de um parceiro de negociações palestino genuíno, mas mesmo assim ansioso por recomeçar o processo de paz, Israel saiu da Faixa de Gaza unilateralmente em 2005, mais uma vez retirando milhares de famílias israelenses de seus lares. Enquanto o último colono e soldado saíam de Gaza, Israel esperava que esta concessão de longo alcance, que deu aos palestinos uma oportunidade única de colocar as fundações de um Estado pacificamente, levaria ambos os povos a um futuro melhor.

 

Entretanto, mais uma vez o sacrifício doloroso de Israel não foi correspondido. Ao invés disto, a organização terrorista fundamentalista Hamas tomou o poder em Gaza, e os ataques de foguetes e morteiros contra as comunidades ao sul de Israel cresceram dramaticamente, forçando Israel a lançar uma operação de larga escala na Faixa de Gaza, em dezembro de 2008, para acabar com os ataques do Hamas.

 

Apesar das rejeições dos palestinos, Israel ainda não desistiu de buscar a paz. Todavia, os israelenses estão achando mais difícil manter a esperança, principalmente após o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, se recusar a responder ao oferecimento do Primeiro-Ministro Ehud Olmert em 2008 de um Estado Palestino, tido como a mais generosa oferta já feita.

 

Desde os primórdios do Estado de Israel, e mesmo antes de seu estabelecimento, um padrão surgiu com clareza: qualquer desejo de ceder e fazer sacrifícios difíceis pela paz que Israel teve, foi recebido com rejeições por parte dos palestinos além de sua recusa de reciprocidade fazendo suas próprias concessões.

 
 

 



Como foi que a tomada de Gaza pelo Hamas afetou as chances de paz?

 

Em 2005, Israel retirou-se completamente da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos em Samaria, na esperança de criar uma oportunidade de paz. Israel reorganizou suas forças armadas, retirou 8.000 colonos e desmantelou 25 comunidades civis, a um custo de bilhões de dólares, causando um pesado trauma nacional. Mas, ao invés de um movimento em direção à paz, Israel recebeu um território hostil em sua fronteira. O Hamas, uma organização terrorista apoiada pelo Irã, tomou o controle da Faixa de Gaza violentamente em 2007. Os ataques contra civis israelenses, que aconteciam desde 2000, aumentaram drasticamente. Cidades israelenses perto da Faixa de Gaza se tornaram alvos de foguetes kassam e morteiros, lançados quase que diariamente. Frequentemente tentavam realizar ataques terroristas através da fronteira, e a infraestrutura terrorista cresceu assustadoramente.

 

 

Israel tinha esperança de que a saída de Gaza levaria a uma redução dos ataques terroristas, um aumento da confiança mútua e finalmente, a um Acordo de Paz abrangente com os palestinos. A tomada de poder pelo Hamas e a violência contínua fizeram com que a população israelense duvidasse se seus sacrifícios em prol da paz teriam ou não reciprocidade. Como qualquer Acordo de Paz implicará em Israel fazer sacrifícios consideráveis e tangíveis pela paz como também assumir riscos quanto à sua segurança, a confiança da população israelense é um componente importante para a paz. A presença contínua de um governo terrorista em Gaza, e suas constantes tentativas para se obter poder na Cisjordânia, minam seriamente essa confiança.

 

O Hamas trouxe apenas violência aos cidadãos de Israel e nada mais do que tragédia aos palestinos. Como os eventos em Gaza têm mostrado, enquanto os terroristas dizem estar melhorando os direitos dos palestinos, eles conseguiram apenas minar estes direitos. Uma desordem total tem reinado em Gaza, desde que Israel saiu da região e o Hamas executou seu golpe. O Hamas estabeleceu um mini-estado terrorista apoiado pelo Irã, na fronteira sul de Israel. Impôs também sua agenda fundamentalista sobre a população em Gaza, aplicando os princípios da lei da Sharia, reprimindo mulheres, abusando da liberdade individual e perseguindo violentamente seus oponentes.

 

É evidente que o futuro Estado Palestino não pode ser uma entidade terrorista. Por este motivo, a comunidade internacional tem insistido que o caminho para o Estado Palestino deva passar pela aceitação das condições delineadas pelo “Quarteto” (Nações Unidas, União Européia, EUA e Rússia), incluindo a renúncia ao terrorismo, a aceitação dos acordos israelense-palestinos prévios e o reconhecimento do direito de existir de Israel. Como um estado terrorista que por sua própria definição, é dedicado à destruição de Israel, o Hamas é absolutamente incapaz de aceitar qualquer um destes princípios.

 

Ninguém que queira uma paz verdadeira ou um futuro melhor para os palestinos, poderia pensar em duplicar a realidade de Gaza – uma teocracia violenta e fanática – na Cisjordânia. Todos aqueles que sugerem uma retirada mais abrangente de Israel na Cisjordânia deveriam levar em consideração as lições aprendidas em Gaza.

 


 

 

 

Um governo de unidade Hamas-Fatah poderia ser um parceiro para a paz?

 

Quando o governo do Hamas tomou o poder em Gaza, as declarações do Hamas incitando a violência, se opondo a uma solução de dois estados e negando o direito de existir de Israel, como também seu envolvimento direto com o terrorismo, serviu para estimular o “Quarteto” a colocar as três condições para qualquer governo palestino para se conseguir legitimidade e cooperação internacional. Estes princípios básicos são: o reconhecimento da existência de Israel, a renúncia ao terrorismo e violência, e a aceitação de acordos e obrigações prévias.


A comunidade internacional exigiu que qualquer governo palestino se comprometesse com estas três condições e que “não deveria ter nenhum membro” não compromissado com estas condições. Sendo assim, um governo de unidade que incluiria os extremistas do Hamas, não poderia se um parceiro para a paz.


As condições impostas pelo “Quarteto”, que o Hamas continua a rejeitar, não são obstáculos para a paz, mas sim as condições básicas pela qual a comunidade internacional possa determinar se um governo palestino é capaz de ser parte nas negociações de paz.

 

A ideologia extremista do Hamas não permite que se tenha nenhum compromisso com Israel. Sua carta de direitos declara que Israel será destruído pelo Islã, e declara em seu slogan oficial que: “A Jihad é seu caminho e que a morte em nome de Alá é o mais nobre de todos os desejos”. O Hamas usa métodos violentos, incluindo terrorismo, além de meios políticos para obter seu objetivo principal: o estabelecimento de um Estado Palestino extremista islâmico no lugar de Israel.

 

Dado seus objetivos duvidosos e sua abordagem dogmática, o Hamas não é capaz de chegar a um termo comum com Israel. Quaisquer negociações com a Autoridade Palestina não levarão a uma melhoria nas ambições e comportamento do Hamas; ao invés disto, só poderão levar a uma Autoridade Palestina ainda mais intransigente.

 

Garantir legitimidade internacional para qualquer governo palestino que se recusar a cumprir os princípios básicos de paz do “Quarteto”, seria um grande atraso para as perspectivas de paz, e uma traição àqueles que estão em ambos os lados do conflito que apóiam uma solução de dois estados e desejam que isto seja uma realidade.

 


 

 

 

Como o incitamento palestino prejudica a Paz?

 

A paz nunca poderá reinar entre Israel e os palestinos enquanto geração após geração de palestinos for alimentada com uma dieta sem fim de incitamento contra Israel. Há uma conexão direta entre este incitamento e o terrorismo. A verdadeira aceitação do direito de Israel de existir não pode ser conseguida apenas através de assinaturas em pedaços de papel, deve existir também nos corações e mentes do povo palestino. Do mesmo modo que Israel foi educado para a paz através de sua história, os palestinos também devem iniciar este processo.


O sistema educacional palestino, a mídia, literatura, música, teatro e cinema foram mobilizados para uma doutrinação extremista anti-Israel, o que às vezes leva a um grosseiro antissemitismo. Este incitamento ao ódio e à violência penetra na sociedade palestina particularmente na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Existe em berçários e jardins de infância, movimentos de jovens, escolas, universidades, sermões em mesquitas e demonstrações de rua.


O Incitamento contra Israel tem muitas faces. Começa com a completa negação da própria existência do Estado de Israel. Os mapas em escolas e universidades nem trazem o nome de Israel, como também não trazem um grande número de suas grandes e pequenas cidades.

 

Os oficiais palestinos e líderes religiosos frequentemente negam os milhares de anos de conexão dos judeus com a terra de Israel. Repudiando a história judaica (como também o Novo Testamento), a liderança palestina está promovendo uma narrativa que nega qualquer direito dos judeus à histórica pátria judaica. A paz não pode ser alcançada enquanto o direito do povo judeu à sua própria nação-estado em sua terá natal seja negado.

 

O incitamento também é caracterizado pela adoração aos terroristas como se fossem heróis. Os feitos dos homens bomba são exaltados, escolas e times de futebol levam seus nomes. Eles são considerados como exemplos a ser seguidos.

 

Materiais provocativos não fazem distinção entre o Estado de Israel e os judeus como tal, muitas vezes incluindo charges antissemitas usando o mesmo tipo de motivos e imagens usados contra os judeus na era nazista.

 

Este fenômeno é um prenúncio para a próxima geração, educada para desconsiderar aqueles que fazem a paz e louvam os símbolos de morte e destruição. As crianças na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas, desde pequenas foram ensinadas a odiar, matar e destruir, e são uma tragédia para seu próprio povo e um perigo em potencial para os outros.


A questão que deve ser perguntada é que tipo de futuro esta indústria de incitamento deseja oferecer para a próxima geração, que está crescendo, aprendendo a odiar. Esta jovem geração será capaz em termos de paz, de ter uma boa vizinhança, tolerância e saberá ceder? A Sociedade palestina poderá criar o novo estado de espírito necessário para a paz, ao invés de simplesmente assinar um Acordo de Paz?

 

Não se pode ignorar a intensidade das emoções que existem em ambos os lados do conflito do Oriente Médio. O sofrimento e sensações de depressão profunda existem do lado de Israel também. Mas, há uma grande diferença entre sentir raiva ou frustração em um nível pessoal de um lado, e promover uma cultura de ódio do outro.


Diferente de uma grande parcela da sociedade palestina, a sociedade israelense vê a paz como o mais nobre dos objetivos; sua mais alta aspiração tanto no nível individual como nacional. O desejo de paz e de normalização da vida diária está no centro da razão de ser e cultura de Israel. Os muitos milhares de livros, músicas, trabalhos artísticos e artigos já escritos sobre a paz em Israel, desde o estabelecimento do Estado, são numerosos demais para serem mencionados. A paz tem um importante valor central, o maior sonho de cada mãe e pai, a materialização da idéia sionista que visualiza Israel vivendo em paz e cooperação com todos os seus vizinhos.

 

Não há nenhuma razão legítima porque as crianças israelenses aprendem sobre a paz e coexistência em suas escolas, enquanto ao mesmo tempo, as crianças palestinas são ensinadas a honrar os terroristas suicidas e obter o martírio através da Jihad. Aqueles que desejam a paz deveriam educar para a paz, e não promover ódio e assassinato.

 
 

 

 


Reconhecimento

 

 


 

 

 



Por que Israel deve ser reconhecido como um Estado-Nação judaico?

 

Enquanto se pede que Israel reconheça um estado para o povo palestino, os palestinos também deveriam reconhecer Israel plenamente como o Estado-Nação do povo judaico.

 

A justificativa para este reconhecimento é bem evidente. O Estado de Israel é um estado judaico, primeiro e mais importante, por força de um histórico viés de 3.500 anos entre o povo judaico e a Terra de Israel (i.e. Eretz Israel / Palestina / A Terra Santa). Além do mais, os judeus, como vários outros povos têm o direito à autodeterminação. É significante que não haja nenhuma outra nação na qual o povo judeu possa exercer o direito de soberania, ou na qual eles possam conduzir suas vidas plenamente de acordo com seus próprios costumes, crenças, língua, cultura, objetivos e planos para seu futuro. Isto, enquanto Israel mantém sua identidade tanto como Estado judaico como Estado democrático, com liberdade para todos os seus cidadãos e igualdade completa sob a lei, independente de religião, sexo ou grupo étnico.

 

O direito do povo judeu de exercer autodeterminação na Terra de Israel recebeu o primeiro endosso oficial da comunidade internacional através da Liga das Nações (precursora das Nações Unidas), em 1922. Em 1947, logo após o estabelecimento das Nações Unidas, foi adotada a Resolução No.181, conclamando à criação tanto de um estado judaico como de um estado árabe no Território do Mandato Palestino. O objetivo da Resolução das Nações Unidas foi estabelecer dois Estados-Nações para dois povos, um conceito aceito pela população judaica, mas rejeitada pelos países árabes, que imediatamente, começaram uma guerra para destruir o estado judaico em formação.

 

O longo histórico de disputas, como também as dificuldades presentes, serviram para demonstrar que o conflito está atualmente enraizado em uma recusa continua dos palestinos e do mundo árabe de reconhecer o direito do povo judaico a um estado em sua histórica pátria. Isto explica a rejeição árabe de todas as propostas de divisão da terra, desde a rejeição do Plano de Partilha das Nações Unidas, de 1947, até a recusa palestina de repetidas propostas de paz israelenses – principalmente aquelas feitas em Camp David e Taba, em 2000, que teriam levado ao estabelecimento de um Estado Palestino junto com um estado judaico. Infelizmente, os palestinos sempre se esforçaram mais para destruir o estado judaico do que estabelecer um estado próprio.

 

O reconhecimento de Israel como o Estado-Nação do povo judaico não é simplesmente uma questão de princípio ou até de exatidão histórica, mas repousa no coração da resolução do conflito, pois apenas desta maneira a existência continuada de Israel poderá ser garantida.

 

Israel nunca condicionou as negociações ao seu reconhecimento como estado judaico. Entretanto, uma aceitação genuína de Israel como estado nação do povo judaico é a chave para a paz verdadeira.

 


 

 

 

Qual é a posição de Israel em relação à criação de um Estado Palestino?

 

Como os governos israelenses anteriores têm conduzido negociações relacionadas ao estabelecimento de um Estado Palestino, o governo atual já declarou que está pronto a negociar uma solução baseada em sua visão de um Estado Palestino vivendo lado a lado com o estado judaico, em paz e segurança.

 

Israel não tem desejo de governar os palestinos. Israel gostaria de ver seus vizinhos governando a si mesmos, com sua própria bandeira, hino nacional e um governo capaz de administrar seus negócios. Se as necessidades vitais de segurança de Israel forem satisfeitas e houver reconhecimento da legitimidade do direito de existir de Israel como o Estado-Nação do povo judaico, então poderá se chegar a um acordo em que os palestinos e israelenses vivam lado a lado, em dignidade, segurança e paz.

 

Entretanto, uma questão crítica permanece em relação a que tipo de Estado Palestino deva ser estabelecido. Será um estado democrático caracterizado pela lei e ordem, o qual evita o terrorismo, a violência e incitamento, um estado com o qual Israel poderá viver em paz? Ou será um estado anárquico, despótico ou extremista que continua no caminho da violência e terrorismo, o qual não apenas colocará Israel em perigo, como também a estabilidade da região como um todo?

 

A última coisa que o Oriente Médio precisa agora é de outro estado falido, e Israel não pode viver com o estabelecimento de um estado terrorista ao longo de suas fronteiras. À luz da agressão palestina que começou bem antes do estabelecimento do Estado de Israel, a desmilitarização é a única maneira de assegurar que o Estado Palestino previsto não ameace o Estado de Israel ou seus vizinhos. Israel não pode permitir que sua região central densamente populosa seja exposta à ameaça de milhares de foguetes lançados continuamente, repetindo os acontecimentos quando da retirada de Gaza e do Líbano, nem tampouco as ondas terríveis de ataques terroristas e homens bomba, que se seguiram às ofertas feitas em Camp David e Taba, em 2000, para o estabelecimento de um Estado Palestino.

 

Sem rígidas garantias internacionais de segurança que assegurem a desmilitarização, os territórios palestinos poderiam se tornar um outro Irã – um perigo para Israel, para a região e o mundo como um todo.

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O que foi feito por Israel para melhorar a economia da Cisjordânia?

 

Sabendo que o reconhecimento das chamadas para um Estado Palestino é necessário, mas não suficiente para a realização da visão de dois estados, várias medidas foram implementadas pelo governo israelense, para fortalecer e desenvolver a economia palestina. Estas medidas foram tanto bilaterais como unilaterais, envolvendo a Autoridade Palestina, Israel e a comunidade internacional (tanto governamental como não governamental).

 

Os resultados têm sido impressionantes e encorajadores, com as estatísticas do Banco Mundial e da Autoridade Palestina mostrando um aumento de 8% na economia da Cisjordânia em 2009, e com taxas de crescimento anuais de dois dígitos, projetados pelo representante do Quarteto, Tony Blair, em uma entrevista para o jornal “New York Times”. As medições que levaram a estas estatísticas invejáveis incluem:

 

1.Medidas para facilitar as Atividades de emprego e negócios palestinos

 

Um número de medidas foi adotado por Israel a fim de ajudar a facilitar as atividades de emprego e negócios palestinos. Por exemplo, Israel aumentou o número de trabalhadores palestinos com autorização para trabalhar em Israel. Aumentou também o número de trabalhadores palestinos com permissão de pernoitar em Israel (isto se traduz em despesas reduzidas para os trabalhadores, como também a habilidade para trabalhar horas adicionais e assim, receber salários mais altos) e aumentou o número de documentos especiais emitidos para assegurar a entrada facilitada de empresários palestinos em Israel. (Carteiras de empresários permitem aos portadores um tratamento diferenciado, e controle de segurança preferencial em postos de controle das fronteiras, facilitando os negócios para empresários palestinos)

 

2. Medidas de infraestrutura econômica

 

Através de uma cooperação próxima com instituições internacionais, tanto governamentais como não governamentais, Israel tem facilitado vários projetos de infraestrutura na Cisjordânia, que servem para apoiar o estabelecimento de uma economia palestina estável.

 

Exemplos de vários investimentos incluem um investimento para infraestrutura da USAID, em um projeto para melhorar a passagem de Gilboa/Jalama ao norte, para permitir que veículos, além de pedestres possam entrar, a construção de quatro subestações na Cisjordânia pela Empresa Elétrica de Israel, com a ajuda de um generoso empréstimo do Banco de Investimento Europeu, e o lançamento da pedra fundamental da nova zona residencial de Al Janin, projetada para Jenin e que eventualmente consistirá de 1.000 residências.

 

3. Cooperação econômica bilateral

 

Além destes investimentos externos, Israel tem mantido uma cooperação econômica bilateral extensa com os palestinos. Esta cooperação inclui cooperação fiscal que permite o fluxo tranqüilo de impostos para a Autoridade Palestina, e a volta das discussões e encontros do Comitê Econômico Comum (CEC), estabelecido sob o Protocolo sobre Relações Econômicas de Paris, incluindo a discussão relativa à operação dos postos de controle, dos operários palestinos em Israel, e a transferência de fundos para Gaza, além da cooperação entre as autoridades alfandegárias, permitindo um melhor fluxo de importações e exportações de bens e serviços.

 

4. Passos concretos para melhorar a liberdade de movimentação

 

Em uma tentativa de promover atividade econômica, Israel tomou medidas para aumentar a liberdade de movimentação na Cisjordânia – retirando centenas de postos de controle e barreiras nas estradas em toda a Cisjordânia. O número de postos de controle chave decresceu significantemente de 41 para 14, desde julho de 2007. Atualmente, 12 dos 14 postos ainda em operação operam 24 horas por dia, sete dias por semana, para facilitar a movimentação. Além do mais, a partir de agosto de 2009, 147 barreiras de estrada sem a presença de soldados também foram retiradas.

 

Além disto, Israel adotou medidas que permitem a entrada de árabes israelenses nas cidades da Cisjordânia, em especial Jenin, Tulkarm, Jericó e Belém. O aumento no número de árabes israelenses entrando nestas cidades levou a um aumento nas vendas de varejo os quais apenas em Tulkarm e Nablus são responsáveis por um aumento nas vendas no valor de oito milhões de shekels a cada final de semana.

 

Além do mais, Israel estendeu as horas de operação e simplificou os procedimentos no cruzamento da Ponte Allenby para a Jordânia. Este passo melhorou materialmente a posição das pessoas atravessando a fronteira, reduzindo substancialmente o tempo gasto para fazer esta travessia. Realmente, de acordo com fontes oficiais palestinas, o aumento no número de horas de operação da Ponte Allenby economizou dezenas de milhões de shekels aos palestinos.

 

 
 

 


Assentamentos

 

 


 

 

 

 


A Cisjordânia é território “ocupado” ou “em disputa”?

 

O controle sobre a Faixa de Gaza passou para Israel em 1967, em uma Guerra de autodefesa. Por quase um quarto de século depois, os palestinos rejeitaram rodas as aberturas de Israel, perdendo todas as oportunidades de resolver pacificamente a disputa através das negociações.

 

É importante lembrar que o controle de Israel sobre os territórios foi o resultado de uma guerra de autodefesa, travada depois da própria existência de Israel ter sido ameaçada. Continuou devido à intransigência dos vizinhos árabes de Israel que sempre recusaram diversas ofertas de paz de Israel, incluindo a idéia pós Guerra dos Seis Dias que trocaria território pela paz. O Egito em 1979, e a Jordânia em 1994, assinaram acordos de paz com Israel. Mas os palestinos ainda não o fizeram. Enquanto a condição futura da Cisjordânia estiver sujeita à negociação, a demanda de Israel pelo território em disputa não é menos válida do que a dos palestinos.

 

Este território foi o berço da civilização Judaica durante os tempos bíblicos e havia comunidades judaicas na região há milhares de anos. O Estado de Israel moderno tem laços profundos com muitos dos locais históricos localizados na Faixa de Gaza. Entretanto, a reivindicação de Israel a este território não é apenas baseado em seus laços antigos, crenças religiosas e necessidade de segurança; é também firmemente baseado nas leis e costumes internacionais.

 

A presença de Israel no território é muitas vezes referida como uma “ocupação”. Entretanto, sob as leis internacionais, a verdadeira ocupação ocorre apenas em territórios que foram tirados de um estado soberano reconhecido. A última soberania reconhecida da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, foi do Império Otomano, que cessou de existir após a I Guerra Mundial. O controle da Jordânia e do Egito sobre a Cisjordânia e Faixa de Gaza respectivamente, após 1948, resultou de uma Guerra de agressão direcionada à destruição do recentemente estabelecido estado judaico. Seus ataques violaram completamente a Resolução 181 da Assembléia Geral das Nações Unidas de 1947 (também conhecido como o Plano de Partilha). O controle egípcio e jordaniano sobre os territórios nunca foi reconhecido pela comunidade internacional. Além do mais, nenhum Estado Palestino soberano jamais existiu, nem na Cisjordânia ou qualquer outro lugar.

 

Já que a Cisjordânia não tinha nenhuma soberania legítima anterior, sob as leis internacionais estas áreas não podem ser consideradas áreas árabes ou palestinas “ocupadas”, e sua descrição mais acurada seria a de territórios em disputa.

 

Entretanto, porta vozes palestinos não apenas dizem que o território é de fato ocupado, mas também alegam que a ocupação – por definição – é ilegal. Entretanto, as leis internacionais não proíbem situações de ocupação. Ao invés disto, elas tentam regulamentar tais situações com acordos e convenções internacionais. Sendo assim. as reivindicações de que a assim chamada “ocupação” israelense é ilegal – sem respeitar nem sua causa nem os fatores que levaram a esta situação – são alegações sem fundamento nas leis internacionais.

 

Os esforços palestinos de mostrar a presença de Israel no território como causa principal do conflito ignoram a história. O terrorismo palestino é anterior ao controle de Israel dos territórios (e mesmo anterior à própria existência do Estado de Israel). A Organização da Libertação da Palestina (OLP) foi fundada em 1964, três anos antes da presença de Israel nos territórios. Além do mais, o terrorismo palestino atingiu picos durante aqueles períodos quando um acordo negociável estava perto, no ápice do Processo de Oslo, na metade da década de 90, ou após as ofertas de paz sem precedentes de Israel, em Camp David e Taba em 2000, que viu o começo da segunda Intifada.

 

Consequentemente, a Cisjordânia pode ser considerada território em disputa sobre o qual há reivindicações concorrentes que devem ser resolvidas em negociações de paz. O status final deste território em disputa deve ser determinado através de negociações entre as partes. As tentativas de se forçar uma solução através do terrorismo são eticamente indefensáveis e apenas servem para encorajar mais violência e terrorismo. Israel espera que as negociações de paz com seus vizinhos palestinos sejam reiniciadas, e que se alcance um Acordo de Paz permanente que vá de encontro às aspirações de ambos os lados, de uma maneira justa e pacifica.

 

 
 

 

 


Espera-se que Israel se retire para as fronteiras de 1967?

 

Enquanto Israel indicou seu desejo de ceder durante as negociações de paz, ainda há aqueles que insistem no final absoluto da presença Judaica na Cisjordânia (após o desengajamento voluntário de Israel da Faixa de Gaza) e uma volta inadequada às fronteiras de cessar fogo de 1948, que existiam antes da Guerra dos Seis Dias de 1967.

 

Não há provisão em nenhum dos acordos assinados entre Israel e os palestinos que requeiram um recuo às fronteiras de 1967. Não há imperativos geográficos que santifiquem estas fronteiras. Certamente não há nenhuma lógica para por em um pedestal, uma fronteira existente há menos de 19 anos.

 

As fronteiras da Cisjordânia de 1967, não foram baseadas em fatos históricos, formações geográficas naturais, considerações demográficas ou acordos internacionais. As fronteiras pré-1967 foram sim, baseadas nas linhas de armistício demarcadas com base na posição dos exércitos no campo, após a Guerra de Independência de 1948. O Acordo de Armistício de 1949 priva-se de defini-los como fronteiras políticas. Estas fronteiras meramente refletiram as posições relativas às forças jordaniano/iraquianas e israelenses ao final da guerra.

 

Vários meses após a Guerra dos Seis Dias em 1967, a comunidade internacional adotou a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a decisão embrionária das Nações Unidas sobre o conflito israelense-palestino. A resolução reconheceu a natureza problemática das fronteiras de 1967 – que deixaram Israel com uma “cintura fina” de nove milhas, e reconheceram a necessidade de Israel de ter “fronteiras seguras e reconhecidas”. O Conselho de Segurança especificamente desconsiderou a demanda árabe por um texto que exigia que Israel devolvesse todo o território conseguido durante o conflito de 1967, pedindo apenas que Israel se retirasse dos territórios ocupados no conflito recente e não “todos os territórios” ou mesmo “dos territórios”.

 

As negociações de paz subsequentes propuseram soluções que incluem concessões nas fronteiras entre Israel e um Estado Palestino em potencial. Mesmo o ex- Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, declarou em seu último discurso ao Knesset (Parlamento Israelense), antes de seu assassinato em 1995, que Israel "não retornará às fronteiras de 4 de junho de 1967”.

 

Esta posição reflete tanto as mudanças que têm ocorrido nas quatro últimas décadas, como também a natureza problemática das fronteiras originais. Grandes centros populacionais de Israel na Cisjordânia, a maioria em blocos de assentamentos, estão localizados perto das fronteiras de 1967. A deportação forçada de seus residentes, ao invés da racionalização da fronteira, não seria apoiada pela população israelense, e criaria um desafio insuperável para qualquer governo israelense.

 

Os israelenses têm laços antigos com esta parte da terra de Israel e os judeus têm vivido aqui através dos tempos – até que sofressem limpeza étnica da Cisjordânia em 1948. Muitos locais de grande importância religiosa e histórica para o povo judeu, estão concentrados na Cisjordânia. Estes incluem o Túmulo dos Patriarcas em Hebron, onde, de acordo com a tradição, Abraão, Sara, Isaque, Rebeca, Jacó e Lia estão enterrados.

 

Uma avaliação racional de um processo de paz realista e durável deve considerar a presença judaica na Cisjordânia. Até a presente data, todas as negociações para uma solução de dois estados foram baseadas nesta premissa. Um acordo final terá de refletir a nova realidade da Cisjordânia e exigirá concessões de ambos os lados.

 

 
 

 


Os assentamentos israelenses constituem um “obstáculo para a paz”?

 

Por muitos anos a exigência foi feita – e repetida sem cessar – de que o obstáculo primário para a paz é a presença judaica na Cisjordânia e na Faixa de Gaza (mesmo após o desengajamento de Israel da Faixa de Gaza). Esta abordagem enganosa não apenas desconsidera qualquer responsabilidade palestina para se obter uma resolução pacífica, como também ignora a história do conflito. Faz também “vista grossa” aos ataques a civis e guerras que começaram há décadas antes mesmo que um único soldado israelense colocasse o pé na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza. Não leva em consideração também as ondas de terrorismo e mísseis lançados que acompanharam cada retirada israelense do território. E ignora milhares de anos da presença judaica na Terra de Israel, a pátria histórica do povo judeu.

 

O direito dos judeus de recolonizar todas as partes da Terra de Israel foi primeiro reconhecido pela comunidade internacional no Mandato da Liga das Nações para a Palestina de 1922. O propósito deste mandato foi facilitar o estabelecimento de um lar nacional judaico na pátria do antigo povo judeu. Realmente, o Artigo 6 do Mandato providenciou para que houvesse “uma re-colonização pelos judeus da terra, incluindo as terras do estado, não necessárias para uso público”.

 

Por mais de mil anos, o único período em que a re-colonização judaica foi proibida na Cisjordânia, foi sob a ocupação jordaniana (1948-1967), que resultou de uma invasão armada. Durante este período, a presença judaica na Cisjordânia e Gaza foi eliminada, e a venda de terra para os judeus foi considerada uma grave ofensa. É impossível tentar defender que esta atrocidade poderia invalidar o direito dos judeus de estabelecer seus lares em estas áreas, e consequentemente, os títulos legais para as terras que já haviam sido compradas continuem válidos até os dias atuais.

 

 
 

 

 


Os assentamentos violam os acordos israelense-palestinos ou as leis internacionais?

 

Os palestinos geralmente dizem que a atividade de assentar é ilegal e conclamam Israel a desmantelar cada assentamento. Realmente, eles exigem que cada judeu saia da Cisjordânia, uma forma de limpeza étnica. Em contraste, dentro de Israel, os árabes e judeus vivem lado a lado, e de fato, os árabes israelenses, que são aproximadamente 20% da população, são cidadãos de Israel com os mesmos direitos.

 

A convocação palestina para retirar toda a presença Judaica do território em disputa na Cisjordânia, não é apenas discriminatória e moralmente repreensível, como também não tem base nos acordos entre Israel e os palestinos. De fato, os assentamentos israelenses na Cisjordânia não violam os acordos israelense-palestinos existentes. As reivindicações do oposto devem ser vistas como tentativas de distorcer os registros por motivos políticos. Os vários acordos entre Israel e os palestinos desde 1993, determinam que a questão dos assentamentos seja reservada para as negociações de caráter permanente, que devem acontecer na última etapa das conversas de paz. As partes concordaram expressamente que a Autoridade Palestina não tem jurisdição ou controle sobre os assentamentos esperando por uma conclusão de um acordo de status permanente.

 

Cobrou-se que a condição contida no Acordo Interino israelense- palestino, que proíbe medidas unilaterais que alterem o status da Cisjordânia, implica em um banimento da atividade de assentamento. Esta posição não é sincera. A proibição sobre medidas unilaterais foi feita para assegurar que nenhuma das partes tome medidas que mudariam o status legal deste território (como a anexação ou uma declaração unilateral de declaração de estado), enquanto estiverem ocorrendo conversações permanentes de status. A construção de casas não tem efeito no status permanente da área como um todo. Se esta proibição se aplicasse à construção, levaria à interpretação não razoável que nenhum dos lados teria permissão de construir casas, escolas ou locais de culto, para ir de encontro às necessidades de suas respectivas comunidades.

 

Também foi dito que os assentamentos desalojam os habitantes árabes. Na realidade, os assentamentos não são para desalojar os habitantes árabes. A população palestina na Cisjordânia continua a crescer a uma taxa maior do que a população israelense. Além do mais, de acordo com pesquisas independentes, as áreas de assentamento (não incluindo estradas ou áreas despovoadas) ocupam aproximadamente 3% do território total da Cisjordânia.

 

Foram feitas tentativas para dizer que os assentamentos violam a lei internacional por dois motivos – primeiro porque alegam que a Cisjordânia é considerada “território ocupado”, e em segundo lugar, porque um estado é proibido de deportar ou transferir partes de sua própria população civil para dentro de um território que ocupa. Entretanto, estas alegações não têm validade pela lei porque em primeiro lugar, é um fato histórico que a disputada Cisjordânia não é território soberano de nenhum outro estado e não pode ser considerado “ocupado”. E em segundo lugar os cidadãos israelenses não foram deportados e nem transferidos para os territórios, mas ao invés disto escolheram seu lugar de residência voluntariamente.

 

Como a reivindicação de Israel a estes territórios é legalmente válida, tanto é legítimo para os israelenses construir suas comunidades, como o é para os palestinos construírem as suas. Mesmo com o desejo de cederem, diversos governos israelenses declararam seu desejo de negociar esta questão e adotaram um congelamento voluntário no estabelecimento de novos assentamentos como uma medida de construção de confiança.

 

Em novembro de 2009, em um passo dramático designado a encorajar os palestinos a reconsiderar sua recusa de voltar à mesa de negociações, o governo israelense anunciou uma moratória de 10 meses sobre as novas construções e licenças para construir em todos os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Infelizmente, este passo foi rejeitado pelos palestinos antes mesmo de ser oficialmente anunciado.

 
 

 

 


A demanda palestina por um congelamento total e permanente em todas as atividades do assentamento justifica sua recusa em negociar?

 

Desde abril de 2009, nenhuma negociação foi conduzida entre Israel e os palestinos, devido à recusa palestina de retornar à mesa de negociações após as eleições israelenses. Apesar do fato de que desde o começo do processo de paz na década de 90, nenhum dos lados haver colocado pré-condições para iniciar as conversações de paz. O presidente da A.P. (Autoridade Palestina), Mahmoud Abbas, já declarou unilateralmente que nenhuma negociação poderá ocorrer até que Israel concorde com uma parada total de toda a atividade de assentamento na Cisjordânia, e qualquer construção de judeus em Jerusalém Ocidental.

 

A imposição repentina desta pré-condição não tem fundamento, haja vista que em todos os acordos que a A.P. assinou com Israel, foi concordado que a questão do assentamento seria uma questão de negociações das condições finais, e não uma pré-condição para conversações.

 

É claro que Israel não pode concordar com a imposição de pré-condições unilaterais até para concordar em negociar, particularmente em relação à sua capital, Jerusalém. Israel poderia exigir também, que os palestinos concordassem com as questões que sabe serem importantes como condições para voltar às negociações. Entretanto se houver progresso, ambos os lados devem voltar às conversações sem colocar novos obstáculos no caminho da paz.

 

Não considerando as novas exigências palestinas, o Governo de Israel, em 25 de novembro de 2009, decidiu como medida para aumentar a confiança, impor uma moratória de 10 meses no começo da construção de novas casas, e a emissão de novas licenças nos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Esta demonstração dramática e sem precedentes de boa vontade por parte de Israel, foi rejeitada imediatamente pelos palestinos, mesmo antes de ser oficialmente anunciada.

 

O desejo de Israel de demonstrar sua moderação quando se trata de assentamentos não é novo. Mesmo antes da decisão da moratória, a política de longo prazo de Israel havia sido de não construir novos assentamentos nem expropriar terras adicionais para aquelas já construídas. O significado desta política é que não houve mudança na disposição das terras. A construção dentro de áreas já existentes, - incluindo a construção de escolas, sinagogas e clínicas médicas que permitem que os residentes tenham uma vida normal – não muda os fatos do que realmente está acontecendo nem pré-julga o que quer que seja acordado em um processo de paz final.

 

Além destas considerações, há o fato de que Israel já desmontou assentamentos. Entretanto, como resposta, ao invés de ver algum progresso no processo de paz, Israel testemunhou uma piora de condições. Por exemplo, em 2005, Israel fez uma concessão unilateral aos palestinos, saindo completamente da Faixa de Gaza. Todos os 21 assentamentos na Faixa de Gaza, e outros quatro na Cisjordânia foram desmontados, na esperança de encorajar a paz. Apesar disto, ao invés de promover a paz, o contrário aconteceu. Em troca de seu sacrifício, Israel recebeu uma chuva de milhares de foguetes palestinos, dirigidos contra suas cidades ao sul do país.

 

À luz da realidade, incluindo os já existentes maiores centros populacionais israelenses na Cisjordânia, não é realista esperar que Israel aceite totalmente as demandas palestinas sobre os assentamentos como pré-requisito para simplesmente começar as negociações. Israel conclama os palestinos para retornar à mesa de negociações, a fim de negociar com sinceridade e junto com Israel, para se obter um Acordo de Paz que seja mutuamente aceitável.

 

 
 

 


Jerusalém

 

 


 

 

 

 


Qual é o status de Jerusalém?

 

Jerusalém é uma cidade sagrada para as três religiões monoteístas: Judaismo, Cristianismo e Islamismo. É esta condição única que concede tamanho significado a esta cidade, e a tudo que acontece nela. Israel reconhece e garante os direitos de todos os adoradores de orar na cidade, e protege seus muitos locais de adoração localizados na cidade – como o faz no país como um todo. Enquanto Jerusalém tem um status especial devido a sua significância religiosa; a cidade é também a eterna capital do Estado de Israel. Através dos séculos, nenhuma nação ou povo, a não ser o povo judeu, fez de Jerusalém a sua capital. Enquanto importante para as outras religiões, o Judaísmo é a única religião que coloca Jerusalém no centro de sua crença.

 

Jerusalém é o “coração e alma” da identidade espiritual e desejos nacionais do povo judaico. Quando os antigos judeus eram um povo independente na Terra de Israel, Jerusalém era suas capital. Jerusalém serviu como capital histórica do povo judeu desde que o Rei Davi assim a decretou no ano de 1004 a.C. Jerusalém continuou sendo a capital até sua destruição pelos romanos em 70 d.C. e a subseqüente perda da identidade judaica.

 

A independência Judaica foi restaurada em 1948, com o estabelecimento do Estado de Israel. Pouco tempo depois, o Knesset (Parlamento Israelense) determinou que Jerusalém devesse ser a capital do Estado de Israel – isto apesar do fato de que alguns vizinhos do leste tivessem sido separados da cidade pelos jordanianos durante a Guerra de 1948. Após esta decisão, as instituições judaicas foram instaladas em Jerusalém, incluindo a residência do presidente, o escritório do Primeiro Ministro, os ministérios governamentais, o Knesset e a Suprema Corte. Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, a divisão de 18 anos da cidade terminou, e, em 1980, o Knesset passou uma legislação sobre “Leis Básicas: Jerusalém” a qual colocou a cidade unida como a capital da nação.

 

A capital de Israel é uma cidade unida, e o Governo de Israel não faz distinção entre as diferentes vizinhanças de Jerusalém. Todos os residentes de Jerusalém estão livres para residir em qualquer parte da cidade, independente de raça, religião ou etnia. Da mesma forma que os residentes árabes estão livres para residir em áreas predominantemente judaicas, os judeus também podem escolher onde na cidade eles gostariam de viver. A demanda ouvida em certos círculos de que os judeus estão proibidos de morar em qualquer lugar da cidade não apenas é infundada e ilegal dizendo que os judeus não podem morar em áreas específicas de Londres, Paris, Moscou ou Nova York.

 

 
 

 


Refugiados

 

 


 

 

 

 


Os refugiados palestinos têm um “direito de retorno” justificável?

 

Ao mesmo tempo, os palestinos estão exigindo um estado deles próprios, eles também exigem um “direito de retorno” para aqueles palestinos que se dizem descendentes de refugiados, para entrar em terras israelenses antes das demarcações pré-1967. Não é correto que simultaneamente eles exijam uma nação-estado palestina e ao mesmo tempo exijam o direito nacional de imigrar livremente para outro estado, no caso, Israel. Não há tal direito nas leis internacionais, e nenhuma lei dessas foi criada pelas resoluções relevantes das Nações Unidas ou acordos entre Israel e seus vizinhos árabes.

 

Sob as presentes condições o influxo de um grande número de descendentes de refugiados para Israel não é uma opção viável. Dado que a população de Israel é de aproximadamente sete milhões (da qual aproximadamente 1/5 é de árabe-israelenses), a entrada de milhões de imigrantes palestinos em Israel ameaçaria a existência de Israel como um estado judaico, destruindo sua identidade como o lar do povo judaico e um refúgio para judeus perseguidos em todo o mundo. Sendo assim, a demanda de “retornar” a Israel nada mais é do que um eufemismo para a destruição demográfica do Estado Judaico.

 

O resultado de qualquer processo de paz deve ser de duas nações estado para dois povos, como foi primeiramente previsto pelo Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947. Continuando a exigir um “direito”, que na realidade, em efeito negaria a identidade básica de Israel, a liderança palestina está minando os prospectos de paz.

 

O problema dos refugiados palestinos continuou sem resolução por 60 anos, causando sofrimento e instabilidade através do Oriente Médio. Entretanto, além dos atuais aspectos sociais e humanitários desta questão, é importante examinar as causas do problema e as razões pelas quais têm sido perpetuados por seis décadas.

 

Israel não aceita nenhuma culpa pela criação ou perpetuação do problema de refugiados palestinos. Sendo assim, não pode declarar, nem por um gesto, responsabilidade pelo problema.

 

A causa imediata do problema dos refugiados foi a rejeição árabe de 1947 da Resolução No. 181 das Nações Unidas – que teria dividido a área do Mandato Britânico em estado judeu e outro árabe – e da guerra iniciada pelos árabes na esperança de destruir Israel. Muitos árabes palestinos que viviam em áreas onde estavam ocorrendo as lutas, abandonaram seus lares, ou por pedido de líderes árabes, ou por receio das lutas e da incerteza de viver sob liderança Judaica. O problema de refugiados nunca teria sido criado se esta guerra não tivesse sido imposta a Israel pelos países árabes e a liderança palestina local.

 

Infelizmente, durante este período houve inúmeras guerras de refugiados que estavam fugindo e conflitos em várias partes do mundo. Quase todas foram pacificamente resolvidas e suas vidas reabilitadas. A única exceção continua sendo a dos palestinos, deliberadamente mantidos como refugiados por motivos políticos.

 

Os países árabes com a única exceção da Jordânia perpetuaram o problema dos refugiados a fim de usar como arma em sua luta contra Israel. Os refugiados continuam a viver em campos lotados, em pobreza e desespero. Foram feitas poucas tentativas para integrá-los nos diversos países árabes da região. Estes refugiados, seus filhos, netos e bisnetos permanecem atualmente em diversos países árabes sem direitos políticos, econômicos ou sociais. Esta política foi mantida para ganhar simpatia internacional para a causa palestina, à custa dos próprios palestinos.

 

Devido à pressão diplomática árabe, a comunidade internacional tem sido forçada a desempenhar um papel na perpetuação do problema de refugiados palestinos. A comunidade tem evitado recolonizar os refugiados palestinos, como o é a norma internacional relacionada a outras situações de refugiados. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, responsável por encontrar acomodações permanentes para os grupos de refugiados ao redor do mundo, não o faz para os palestinos.

 

Ao invés disto, uma Agência especial foi estabelecida para lidar com a questão dos refugiados palestinos. Esta organização, a UNWRA (Agência de Ajuda e Trabalho das Nações Unidas), opera apenas para manter e apoiar os palestinos em campos de refugiados e não para reabilitá-los.

 

A comunidade internacional tem cedido às demandas políticas dos regimes árabes e, com efeito, garantiu aos palestinos uma exceção da definição de “refugiado”, aceita internacionalmente (como definido pela Convenção das Nações Unidas de 1951), relacionada à condição de “refugiado” e do Protocolo de 1967, que não faz menção dos descendentes de refugiados. De acordo com esta exceção, a qual nunca foi concedida a nenhuma outra população, todos os descendentes dos refugiados palestinos originais, são também considerados refugiados.

 

Isto significa que a grande maioria dos refugiados palestinos que exigem imigrar para Israel nunca realmente viveu dentro das fronteiras de Israel. Além do mais, a definição excepcional de refugiados no caso palestino inclui qualquer árabe que tenha morado na área que se tornou Israel por apenas dois anos antes de ir embora. Isto inclui dezenas de milhares de trabalhadores temporários que foram atraídos para o pré-estado da Palestina devido ao crescimento econômico das áreas judaicas. Estas isenções inflacionaram drasticamente o número de refugiados palestinos e permitiram que este número se expandisse através os anos de centenas, a milhares e agora, milhões.

 

O destino dos refugiados palestinos está em grande contraste com um número ainda maior de judeus que foram forçados a deixar os paises árabes durante o estabelecimento do Estado de Israel, deixando para trás muita pobreza. Apesar das dificuldades centenas de milhares de refugiados judeus foram absorvidos como cidadãos do recém criado e empobrecido Estado de Israel.

 
 

 

 


A Solução de um Estado

 

 


 

 

 


Será que uma solução de um estado seria um acordo justo?

 

A resolução mais lógica do conflito entre os israelenses e palestinos é o estabelecimento dos dois estados. Um estado judaico e um Estado Palestino, que juntos preencherão as aspirações nacionais tanto dos israelenses como dos palestinos. Um estado binacional único não resolveria o conflito – mas levaria a mais confrontação e hostilidade.

 

O chamado para uma solução de um estado é equivalente ao chamado pela destruição do Estado de Israel. A única pátria para o povo judaico deixaria de existir. Através de sua longa e trágica história, o povo judeu aprendeu que é imperativo ter sua nação estado. O desastre do último século, quando um terço do povo judaico foi exterminado, tornou clara a necessidade de um estado Judaico.

 

O desaparecimento do único estado judaico significaria o fim das aspirações do povo judaico de viver como os outros povos, livres em seu próprio país, controlando seu próprio destino e vivendo de acordo com suas crenças, costumes e valores. A solução de um estado é apoiada principalmente por aqueles que querem ver o fim do estado judaico, aqueles cujo ódio de Israel é mais forte que seu apoio à causa palestina.

 

Além do fim de Israel, a solução de um estado também ditará o fim das esperanças palestinas para seu próprio estado. Após o estabelecimento de um estado binacional, as aspirações nacionais palestinas apenas poderiam ser preenchidas pelo controle total sobre a recém formada entidade.

 

Sendo assim, um estado binacional é uma receita para o desastre. Além destas preocupações significativas, os judeus e árabes não têm uma história, língua, religião, cultura ou valores em comum, que permitiriam que um estado binacional funcionasse.

 

O mundo árabe não tem tido muito sucesso em fazer com que estados multi-étnicos funcionem. É necessário apenas olhar para a história cheia de conflitos do Líbano e perceber que neste país, os lados em guerra têm muito mais em comum do que os judeus e árabes.

 

O mundo já viu derramamento de sangue suficiente nos Bálcãs para saber que este tipo de coexistência imposta artificialmente só levará à violência e guerra civil.

 

 
         

                  

 

 

Embaixada de Israel no Brasil

Departamento de Comunicação

Janeiro/2010

 

Supervisão:

Conselheiro Raphael Singer

 

Tradução para o português:

Paul Robert Phillips

 

Edição:

Leonardo Dalla Rosa

 

 

Link para o documento original:

http://www.mfa.gov.il/MFA/About+the+Ministry/Behind+the+Headlines/FAQ_Peace_process_with_Palestinians_Dec_2009